Mestre já perdera dois primos no mar
31 Dezembro 2006 – Naufrágio – Ainda falta encontrar três cadáveres
A tragédia abateu-se duas vezes sobre a família do mestre Inácio Maio, que anteontem morreu, com mais cinco pescadores, no naufrágio da embarcação ‘Luz do Sameiro’, na praia da Légua, Alcobaça. Há dois anos, dois primos perderam a vida, no naufrágio do barco ‘Salgueirinha’, que também fez seis vítimas, há dois anos.
Manuel Maio, primo do mestre Inácio, de 43 anos, deixa três filhos menores:
“Isto é demais para nós. Os meus primos, que eram irmãos, morreram no ‘Salgueirinha’ a 100 metros da costa e agora vemos partir outro familiar da mesma forma, quando se podia ter salvo”
“Não se compreende que tenham demorado tanto a chegar com o helicóptero. É triste, vergonhoso e revoltante”.
A opinião é partilhada por toda a comunidade piscatória de Vila do Conde, que ontem se juntou para chorar a morte dos filhos da terra.
“Temos assassinos para culpar. Quem matou a nossa gente foram as autoridades e o Governo português. Estavam a 50 metros da praia e ninguém fez nada. A comunidade piscatória de Vila do Conde tem vergonha de ser portuguesa”
afirmou o pescador Manuel Estraga, de 62 anos.
Por seu lado, o ministro da Defesa, Nuno Severiano Teixeira disse ontem que quer descobrir o que aconteceu na praia da Légua, em especial no que se refere aos procedimentos da Marinha e da Força Aérea para socorrer os pescadores.
Na praia da Légua foram retomadas ontem de manhã as buscas para encontrar os corpos dos três pescadores que desapareceram nas águas frias do mar. Faltam ainda encontrar os cadáveres dos pescadores João Cartucho, José Maciel Ferreira e do mestre Inácio Maio.
A embarcação ‘Luz do Sameiro’, que encalhou a menos de 50 metros do areal, estava a ser removida para fora de água ontem à noite. Os trabalhos começaram às 17h00, com a colocação, por mergulhadores, de um cabo em volta do veio do hélice. Depois, foram presos cabos a quatro máquinas pesadas que, aproveitando a subida da maré, puxaram a embarcação para a praia. A fase seguinte será a sua colocação, por uma grua de 400 toneladas, num camião e o transporte para o Porto da Nazaré, onde será reparada.
SOBREVIVENTE EM MARROCOS
Almerindo Rajão, pescador de Vila do Conde e colega das vítimas da embarcação ‘Luz do Sameiro’, está revoltado com a tragédia que se abateu na comunidade piscatória. Há seis anos, em Marrocos, a embarcação de pesca ‘Orca II’ naufragou em alto mar. Almerindo Rajão, de 35 anos, foi um dos 13 homens que se salvou, mas outros tantos perderam a vida. “Se o acidente tivesse sido em Portugal ninguém seria salvo”, afirmou ao CM.
O pescador não compreende “como puderam morrer seis homens a 50 metros do mar”. “Eu estava em alto mar e fui salvo em condições dramáticas e muito complicadas para as autoridades marroquinas e espanholas que foram resgatar-nos rapidamente. Não nos faltaram meios de salvamento. Já os meus colegas morreram junto à costa e sofreram durante duas horas infernais. Não se compreende”, sublinhou. Almerindo Rajão responsabiliza as autoridades portuguesas e o Governo pela morte dos seis pescadores e reclama mais meios de salvamento“.
FAMILIARES VÊEM OPERAÇÕES
O trabalho dos bombeiros, da Polícia Marítima e da Força Aérea, que prosseguiram ontem em terra, no mar e por via aérea, foram acompanhados durante todo o dia pelos familiares das vítimas, que estão na praia da Légua desde a tarde de anteontem. Ao longo do dia e por várias vezes, trocaram impressões com as autoridades, nomeadamente quando surgiam informações sobre o aparecimento de mais cadáveres. De imediato seguiram equipas de bombeiros e da Polícia Marítima para os locais indicados, mas não se confirmou o aparecimento de mais nenhum cadáver. Apenas os coletes salva-vidas do navio deram à costa.
“AJUDO A LIDAR COM A DOR”
Os familiares das vítimas do naufrágio que se deslocaram à praia da Légua estão a ser apoiadas desde anteontem por Sara Rosado, psicóloga do Instituto Nacional de Emergência Médica. “Não consigo retirar-lhes a dor, mas posso ajudar a lidar com ela”, disse Sara Rosado, adiantando que, nesta fase de choque e negação da tragédia, é “fundamental” que os familiares das vítimas sintam a presença de uma ‘mão’ amiga”. “Como houve muitas mortes, o sofrimento é maior, mas o facto de se tratar de uma comunidade piscatória muito unida, proporciona uma maior entre-ajuda”.
Cynthia Valente
Porto e Galiza batem-se pelo TGV
26 Julho 2005 – Autárquicas – Assis reúne-se com Touriño
O candidato socialista à Câmara Municipal do Porto, Francisco Assis, vai reunir-se, na próxima semana, com o presidente da Junta da Galiza, Emílio Pérez Touriño, para discutir a linha de TGV que servirá aquela região espanhola e a zona Norte de Portugal.
Francisco Assis, que falava ontem, à margem da visita ao Interface de Campanhã, adiantou que
“A ligação do TGV com o Porto não está em risco. Vou encontrar-me com o presidente da Galiza, em Santiago de Compostela, mas já troquei impressões com ele. Garantiu-me que essa ligação é prioritária também para os interesses da Galiza”
O socialista sublinhou de novo que “existem condições para acolher o TGV no Porto”, mas admitiu não ter ainda certeza quanto à localização da futura estação.
“Poderá ser em Campanhã ou nas Devesas. A decisão terá de partir dos técnicos”
Durante a visita ao Interface de Campanhã, Francisco Assis afirmou ainda que irá questionar Rui Rio sobre a propriedade dos terrenos onde será construído o novo recinto de jogos do Desportivo de Portugal. Segundo Assis, Rui Rio terá mentido quando declarou que a propriedade pertencia ao Ministério da Saúde, mas depois cedeu-os à Refer, mediante protocolo.
No final da visita, Assis referiu que apoiará a candidatura de Mário Soares se este decidir entrar na corrida a Belém.
“Se decidir avançar, estou convencido de que todos os socialistas se vão rever nessa candidatura. Mário Soares suscitará a adesão da esmagadora maioria dos socialistas”
Quanto a Cavaco Silva, Assis considerou que a sua possível eleição seria um “factor de instabilidade permanente”.
Cynthia Valente
Pequena Vanessa foi assassinada
04 Maio 2005 – Crime: Polícia Judiciária deteve o pai e a avó e ouviu a tia
Vanessa Pereira morreu barbaramente assassinada. Segundo o CM apurou, a menina de cinco anos, terá sido espancada e só depois atirada ao rio Douro, em Gaia, onde apareceu a boiar na manhã de domingo. Recaem agora no pai e na avó da criança as suspeitas de maus tratos e consequente homicídio.
Ontem à tarde – apenas depois de serem conhecidos os resultados da autópsia ao corpo da menina (que afastou a hipótese de afogamento) – foram detidos pela PJ do Porto e ouvidos durante largas horas. Ficaram detidos para serem apresentados hoje ao Tribunal de Instrução Criminal.
A PJ do Porto confirmou ontem à noite, através de comunicado, a detenção por “suspeita da prática de homicídio” de dois familiares de Vanessa Pereira, que o CM apurou serem o pai e a avó da criança. O pai, Paulo, 25 anos, é um desempregado toxicodependente. A avó, Lola, costureira que trabalha em casa. A tia Sandra também esteve nas instalações da PJ, mas terá saido em liberdade.
A mãe, segundo se apurou, também tem problemas de toxicodependência e ontem ainda não tinha sido vista no Bairro do Aleixo.
Os resultados da autópsia refutaram a hipótese de morte por afogamento. A menina já estava morta quando foi atirada ao rio. Depois de recolhidos todos os elementos sobre a viagem de autocarro que levou a avó e a tia à feira de Canidelo, onde estas diziam ter perdido a menina, desmoronou-se a versão da família: Vanessa fugira e caíra ao Douro. Nessa altura, a menina já não se fazia acompanhar pelos familiares.
Os moradores do Bairro do Aleixo, onde Vanessa morava desde Dezembro com o pai, a avó e a tia, garantiam ontem – antes de se saber que pai e avó tinham sido detidos – que “a menina nunca foi maltratada”. Afirmavam que “Vanessa era feliz, muito faladora e perfeitamente saudável”. “O problema de toxicodependência do pai nunca afectou a menina”, afiançavam.
Carmen, uma vizinha que esteve com o pai da menina ontem de manhã, afirmou ao CM que “ele estava triste”.
“Ia com a minha filha no elevador, ele olhou para ela com as lágrimas nos olhos. Tive muita pena dele, senti que estava muito angustiado”
No Bairro do Aleixo todos queriam saber o que se passou com a Vanessa Pereira e à tarde ninguém acreditava que a família estivesse envolvida no crime. A menina passava muito tempo em casa, já que não frequentava ainda a escola nem a pré-primária. Dizem os vizinhos que brincava pouco com as outras crianças.
FUNERAL SAI DA IGREJA DE LORDELO
O corpo da pequena Vanessa encontra-se desde as 17h00 de ontem na Igreja de Lordelo do Ouro, freguesia a que pertence o Bairro do Aleixo, a dois passos da Foz. Familiares e vizinhos acorreram à Igreja, de onde parte o funeral da menina, pelas 10h00 de hoje. Entre eles encontrava-se o avô materno de Vanessa, que não prestou declarações. No local, as circunstâncias que envolveram a morte da menina eram comentadas com emoção mas sempre a recato de estranhos. A simpatia e cooperação dos vizinhos que se registou no dia seguinte ao aparecimento do corpo alterou-se nos dois últimos dias. A presença da PJ que ainda ontem se deslocou ao bairro – ao 12.º andar da Torre 5 onde tem apenas dormido o pai de Vanessa, já que a avó optou por ficar em Gaia, em casa de sua mãe –, fez os moradores mudar de opinião, interrogando-se se a morte não terá sido provocada. Vanessa ficou com a mãe após o nascimento. Três meses depois ficou à guarda de uma vizinha, em Gaia. Passou a viver no Aleixo em Dezembro do ano passado, com a avó Lola, costureira, o pai, Paulo Pereira, de 25 anos, desempregado e toxicodependente, e a irmã deste, Sandra. Até ontem, era considerada uma família pacata, “que não arranjava problemas”.
HOMICÍDIO BRUTAIS
Joana e Catarina são nomes que, nos últimos dois anos, deixaram Portugal em choque pela brutalidade dos crimes de que foram vítimas. Em Ermesinde, a pequena Catarina, de apenas dois anos, morreu devido a maus tratos e violência exercida pelo pai e pela madrasta, sua tia. José e Clara, de 31 e 25 anos, foram condenados em Novembro do ano passado – um ano e um mês depois de cometido o crime – a 14 anos de cadeia cada um pelo Tribunal de Valongo, num acórdão de 104 páginas que espelhou a brutalidade do crime. No caso de Joana Cipriano, a menina de Figueira desaparecida desde Setembro e presumivelmente morta, a investigação tem demorado mais tempo, devido à ausência do corpo. Leonor e João, a mãe e o tio da criança, ambos em prisão preventiva, terão já confessado à PJ que a menina foi morta e o corpo escondido num carro – depois destruído numa sucata em Espanha. Suspeita-se ainda que a menina foi vítima de abusos sexuais.
EM DETALHE
MENTIRAS
A PJ tem provas que Vanessa – que completaria seis anos em Agosto – nunca esteve na feira de Canidelo, ao contrário do que sempre afirmaram a avó e a tia. O alerta do desaparecimento da menina que levou a GNR a efectuar as primeiras buscas pelas redondezas da feira era falso.
HORÁRIOS
Os investigadores da PJ concluíram que o autocarro que transportou avó e tia da menina chegou a Canidelo pelas 09h10. Ficou agora a saber-se, após um inquérito às pessoas que primeiro viram o corpo da menina a boiar, que o cadáver foi avistado às 09h02.
BUSCA À CASA
Os inspectores da PJ estiveram ontem no Bairro do Aleixo, acompanhados pelo pai de Vanessa, onde fizeram uma busca à residência. À saída, transportavam um saco, que os vizinhos garantem conter lençóis. Dali foram para as instalações da Polícia, onde prosseguiram os interrogatórios.
Cynthia Valente
Vizinhos acreditam que menina foi assassinada
03 Maio 2005 – Vanessa, de cinco anos, apareceu a boiar no Douro
Ainda não é conhecida a causa da morte da pequena Vanessa Pereira, a menina de cinco anos que apareceu, anteontem, a boiar no rio Douro, junto ao Cais de Gaia, pouco depois de ter sido dado como desaparecida pela família.
A resposta poderá ser dada hoje, pois será autópsia a esclarecer se a menina morreu por afogamento ou homicídio, já que o corpo apresentava nódoas negras. Os vizinhos da família acreditam que Vanessa foi assassinada e querem fazer justiça “com as próprias mãos”.
A menina morava com a avó, o pai, tias e irmãs na Torre 5 do Bairro do Aleixo, no Porto. O CM tentou entrar em contacto com a família, mas a casa encontrava-se vazia. Nem mesmo os vizinhos quiseram prestar declarações.
Supõem, no entanto, que a menina terá sido assassinada, já que dizem querer “saber quem é o responsável” para “fazer justiça com as próprias mãos”.
No Aleixo não se fala de outra coisa, os moradores continuam incrédulos e desesperados por falta de informações.
“Não sabemos ainda o que se passou, até porque a Lola (avó da Vanessa) foi para casa de uma irmã e não nos disse nada antes de partir”
adiantou uma vizinha que não se quis identificar.
Vanessa desapareceu da Feira de Canidelo, Gaia, às 08h30 de sábado. Estava lá com a avó e uma tia. Tinham ido comprar sapatilhas para a menina. Apenas uns segundos chegaram para que Vanessa desaparecesse da vista dos familiares, que a procuraram pela zona antes de darem o alerta à GNR.
Volvida apenas uma hora, foi encontrada a uma distância considerável do local onde foi vista viva pela última vez. Estava já morta, no Cais de Gaia. Foi descoberta por Custódio Dias, residente no local, às 9h30. Apesar de intacto, o corpo apresentava nódoas negras que podem ter sido provocadas por queda ou agressões. A PJ do Porto investiga.
QUESTÕES POR CLARIFICAR
DISTÂNCIA
Da feira ao Cais de Gaia, a distância é de cerca de 4 quilómetros. São várias as ruas que vão dar à praia ou ao rio Douro, dependendo da escolha do caminho que se faça. Há dúvidas que a menina fizesse o caminho sozinha.
PERCURSO
Vanessa Pereira teria de percorrer a pé, em apenas 40 minutos, quatro quilómteros para chegar ao local onde foi encontrada. A GNR de Canidelo, que chegou a andar à sua procura, adiantou que ninguém a viu no percurso.
DÚVIDAS
O corpo da criança apresentava algumas nódoas negras que poderão ter sido provocadas pela queda ou agressões. Conjectura-se que Vanessa poderá ter caído nas pedras junto ao rio, ou ter passado por um areal antes de chegar à água.
Cynthia Valente
Scolari mostra cartão vermelho a fumadores
17 Maio 2007 – Figuras públicas integram comitiva que vai aplicar multas a quem for apanhado a fumar em Matosinhos.
O seleccionador nacional de futebol, o brasileiro Luiz Felipe Scolari, a antiga campeã olímpica Rosa Mota e o treinador do Leixões, recém-promovido à I Liga, Vítor Oliveira, vão ‘multar’, hoje, em Matosinhos, quem for apanhado «a fumar em flagrante delito contra a saúde pública».
Sensibilizar as crianças
A iniciativa é promovida pela Junta de Matosinhos e visa «sensibilizar as crianças para os malefícios do tabaco», revelou, ao Destak, António Parada, presidente da junta de freguesia local.
“Felipão” e Rosa Mota vão integrar uma comitiva com cerca de 8 mil crianças e 2 mil adultos, que, a partir das 9h30, desde o edifício da Junta de Matosinhos até à marginal, vão ‘multar’ os fumadores.
O valor das coimas é simbólico, 20 cêntimos, e representa, segundo o autarca, «o preço de um cigarro». Em troca, as pessoas vão receber um folheto em que é explicado «como é que o dinheiro gasto num cigarro pode salvar a vida de uma criança», salientou o edil António Parada.
Logótipo gigante
Na marginal de Matosinhos, os 10 mil participantes vão formar um cigarro gigante, com meio quilómetro, riscado com uma cruz, em sinal de proibição. «Vai ser um final de festa bonito», concluiu o autarca.
Cynthia Valente
Antenas perigosas cercam escolas
11 Setembro 2007 – Instituto de Telecomunicações vigia radiações
Os institutos de Telecomunicações e Superior Técnico têm em campo um projecto de monitorização de radiações electromagnéticas. O grupo já sinalizou 414 locais, onde se incluem 64 escolas, com fontes emissoras de radiação colocadas nas imediações.
As antenas de telemóveis são as mais comuns. Na maioria dos casos instaladas em terrenos que circundam o recreio das escolas – fazendo quase fronteira com as vedações – ou colocadas no topo dos prédios do perímetro envolvente. Existem situações em que estão no interior das escolas, junto aos pavilhões gimnodesportivos ou em lugares menos acessíveis. A EB 2,3 de Escariz, em Arouca, com duas antenas instaladas, uma à entrada e outra junto ao pavilhão gimnodesportivo, é exemplo disso mesmo.
Segundo apurou o CM, o custo da aquisição, instalação e licenciamento de cada antena situa-se entre os 250 e 350 mil euros. As 64 escolas sinalizadas representam, por isso, um investimento entre os 16 e os 22,5 milhões de euros.
Fonte de uma operadora móvel confirmou que a colocação de uma antena numa escola está sempre dependente de autorização da Direcção Regional de Educação que tutela a zona. Além de licenciar a instalação, esta estrutura do Ministério da Educação recebe o valor pago pela operadora pela cedência do local.
Nas escolas do 2.º, 3.º ciclos e secundárias cabe aos conselhos executivos autorizarem a instalação da antena. No ensino Pré-primário e 1.º Ciclo são as câmaras que autorizam e recebem as verbas. Segundo a Anacom, o licenciamento está dependente de autorização das autarquias. Em terrenos particulares o dono também tem uma palavra a dizer.
ALERTA PARA O RISCO
O relatório do grupo de trabalho nomeado pelo Governo para avaliar a exposição da população aos campos electromagnéticos revela existirem riscos para a saúde. O documento foi concluído em 2003, mas só este mês foi publicado no site da Direcção-Geral da Saúde e editado em papel. Antenas de telemóvel, de rádio e de televisão, radares de aeroportos ou linhas de distribuição de electricidade estão entre as principais fontes de radiações. No documento, especialistas admitem consequências. “É considerado como possível que uma intensa exposição aos campos electromagnéticos nas habitações possa aumentar ligeiramente os riscos de leucemia infantil e que esta exposição nos locais de trabalho possa aumentar ligeiramente os riscos de leucemia e tumores cerebrais em adultos”.
RECREIOS EM RISCO
BRAGA
Escola Secundária + 3.º Ciclo de Barcelinhos
Escola Secundária Carlos Amarante
Escola Secundária Francisco de Holanda
Escola Básica 2+3 / Secundária Padre Mateus Capela (Terras de Bouro)
PORTO
Escola Básica 1 do Castelo da Maia (Maia) testes já realizados
Escola Básica 1 do Lidador (Maia) testes já realizados
Escola Básica n.º 3 de Penafiel testes já realizados
Escola Secundária Almeida Garrett testes já realizados
Escola Secundária João Gonçalves Zarco (Matosinhos)
Escola Básica do Comércio (Freamunde)
Jardim-de-Infância de Barreiras (Duas Igrejas, Paredes)
Escola Secundária de Vilela (Paredes) – na escola
Colégio Luso-Francês (privado)
EB 2,3 Maria Lamas
EB 2,3 do Viso
Escola Profissional Raul Dória – no topo do edifício
Escola Secundária Rodrigues de Freitas
EB 2,3 de Alfena (Valongo)
EB 2,3 do Mindelo (Vila do Conde)
EB 2,3 Soares dos Reis (Gaia)
AVEIRO
EB 2,3 de Escariz (Arouca) – duas antenas, uma no interior da escola
EB 2,3 Bento Carqueja (Oliveira de Azeméis)
EB 2,3 de Dairas (S. Pedro de Castelões, Vale de Cambra)
GUARDA
Escola Primária de Juncais (Fornos de Algodres)
EB 1 de Aldeia do Bispo testes já realizados
EB1 Guarda Estação testes já realizados
EB 2,3 Santa Clara testes já realizados
Escola Secundária Afonso de Albuquerque testes já realizados
COIMBRA
Escola Secundária Infanta D. Maria
SANTARÉM
EB 2, 3 Manuel de Figueiredo (Torres Novas) testes já realizados
Escola Secundária do Cartaxo
Escolas C+S da Chamusca (1 antena dentro da escola)
LISBOA
Escola n.º 1 da Bobadela testes já realizados
EB 1/ JI Portela (Loures) testes já realizados
EB n.º 2 do Linhó (Manique de Cima) testes já realizados
EB 1/ JI da Conquinha (Torres Vedras) testes já realizados
Escola Secundária da Portela (Loures)
PORTALEGRE
Jardim de Infância de S. Cristóvão (Atalaião) testes já realizados
SETÚBAL
Escola Secundária Emídio Navarro (Almada) – testes em curso
Centro de Infância do Afonsoeiro – testes em curso
Escola Básica 1 do Pragal – em curso
EB 1 de Almada – testes em curso
Escola Secundária Daniel Sampaio (Almada) – testes em curso
EB 1 da Atalaia
EB 1 de Sta. Maria da Graça testes já realizados
EB 2,3 de Alvalade do Sado
Escola Secundária Padre António Macedo (Santiago do Cacém) duas antenas na escola
ÉVORA
EBI Diogo Lopes de Sequeira (Alandroal) (pelo menos 1 dentro da escola)
EB 2,3 Padre Bento Pereira (Borba)
EB 2,3 de Mora
EB 1 do Redondo
BEJA
Escola Secundária D. Manuel I
Colégio N. Sra. da Graça (Milfontes) – 3 antenas dentro das escolas
Escola EB 2,3 de Ourique
FARO
Escola Secundária João de Deus testes já realizados
Escola D. Martinho Castelo Branco (Portimão) testes já realizados
Jardim de Infância do Fojo (Portimão) testes já realizados
Jardim de Infância da Luz de Tavira testes já realizados
EB 2,3 João Conim (Lagoa)
EB 2,3 de Monchique
Escola Secundária Francisco Lopes (Olhão)
EB 2,3 S. Bartolomeu de Messines
Escola Secundária de V. Real de Sto. António
Cynthia Valente
Comboios urbanos com 18,5 milhões de passageiros por ano
23 Novembro 2007 – Comboios urbanos com 18,5 milhões de passageiros por ano
A CP comemora hoje cinco anos da requalificação do serviço ferroviário urbano do Porto. Em conferência de imprensa, a empresa apresentou ontem o balanço deste período.
Otília Sousa, vice-presidente da CP Urbanos do Porto, adiantou que o número de passageiros por ano nestes comboios passou de menos de 14 milhões para 18,5 milhões.
«Há dois anos, pensávamos que só iríamos atingir este número em 2014», sublinhou a responsável. Otília Sousa adiantou ainda que a CP Porto está a transportar «65 mil passageiros por dia», nos seus serviços urbanos.
Com a renovação do serviço e introdução dos 34 novos comboios, em Novembro de 2002, a CP registou um salto significativo no seu serviço.
Desde essa data, os Urbanos do Porto transportaram 85 milhões de passageiros, percorrendo perto de 20 milhões de quilómetros ao longo das suas quatro linhas e 83 estações (o equivalente a cerca de 480 voltas ao planeta Terra).
Mais seguro
Os novos comboios urbanos são, segundo a CP, mais seguros. «Num embate frontal, a parte da frente fica esmagada, sem atingir o maquinista», explicou Acúrsio dos Santos, da CP Frota. O responsável salientou ainda que as carruagens possuem sistema de videovigilância encoberto, bem como um novo posto para o maquinista, mais central. «A visibilidade aumenta com o maquinista no centro», sublinhou Acúrsio dos Santos.
Amigo do ambiente
Os novos comboios urbanos também foram pensados para ajudar o meio ambiente. Por isso, recuperam energia e enviam-na para outros veículos.
«Estes comboios são mais leves e permitem uma poupança de 30% no consumo de energia», concluiu o responsável da CP Frota.
CP COM RECORDE DE PASSAGEIROS
A CP registou em Setembro passado o recorde de passageiros no Norte do País em comboios urbanos, aquando da realização do Red Bull Air Race World Séries. A empresa promoveu um conjunto de desdobramentos e serviços especiais que permitiram o transporte de mais de 264 mil passageiros nos dois dias principais do evento. Também o serviço de Alfa Pendular sofreu um acréscimo, com mais cerca de quatro mil passageiros do que é habitual.
SJ realiza “Conferências de Outono”
25 Setembro 2007 – SJ realiza “Conferências de Outono”
O Sindicato dos Jornalistas (SJ) vai promover, nos meses de Outubro, no Porto, e de Novembro, em Lisboa, um ciclo de debates intitulado “Conferências de Outono” . Temas como o acesso à profissão e o seu futuro, as relações de género nos Média, o caso Maddie ou as novas tecnologias serão tratados ao longo de nove semanas por mais de três dezenas de convidados.
No Porto, os debates realizam-se todas as segundas-feiras de Outubro, às 21 horas, no auditório da Cooperativa Árvore, que apoia a iniciativa. Em Lisboa, os encontros têm lugar todas as quartas-feiras de Novembro, também às 21 horas, na sede do SJ.
As conferências destinam-se a jornalistas, estudantes e professores e investigadores da área do Jornalismo e das Ciências da Comunicação, mas são também abertas ao público.
No Porto, o programa das Conferências é o seguinte:
01.OUT – Acesso à profissão: O Caminho do Purgatório?”
– Intervenções de Alfredo Maia (Presidente da Direcção do Sindicato dos Jornalistas), Fernando Zamith (jornalista na agência Lusa e docente na Universidade do Porto) e Cynthia Valente (jornalista no “Destak”) .
08.OUT – “Ainda sabemos escrever?”
– Intervenções de Mário Cláudio (escritor e docente da Universidade do Porto), Pedro Olavo Simões (jornalista no “Jornal de Notícias” e bloguer do Fonte das Virtudes) e José Mário Costa (responsável pelo sítio Ciberdúvidas).
15.OUT – “Não te rias que é pior: Humor, Jornalismo e Política”
– Intervenções de Manuel António Pina (jornalista e escritor), Carlos Romero (jornalista) e José Manuel Ribeiro (cartunista em “O Jogo”).
22.OUT – “Vamos acabar no Museu? O futuro do jornalismo”
– Intervenções de Luís Humberto Marcos (antigo jornalista, director do Museu da Imprensa), Miguel Carvalho (jornalista na “Visão”) e Jorge Fiel (jornalista no “Expresso”).
29.OUT – “Ainda podemos escrever? – Incidências do Estatuto do Jornalista e das Novas Leis Penais”
– Intervenções de Rui Pereira (jornalista e docente da Universidade do Porto), António Arnaldo Mesquita (jornalista no “Público) e Horácio Serra Pereira (advogado, chefe do Gabinete Jurídico do Sindicato dos Jornalistas).
As Conferências de Lisboa, cujo programa detalhado será divulgado em breve, abordarão os seguintes temas:
- “Do caso Casa Pia ao caso Maddie – Jornalismo sob suspeita: Comunicação Social e Justiça”
- “Jornalismo, Ciência e Ambiente – Informar para uma cidadania activa”
- “O Jornalismo tem sexo? – A Comunicação Social Perante as Questões de Género”
- “Novas Tecnologias – Instrumento Para Uma Nova Ordem da Comunicação”.
Pressão leva à morte
31 Agosto 2006 – Director da Oficina de S. José suicida-se
Germano Costa, director executivo da Oficina de São José, não aguentou a pressão a que esteve sujeito desde Fevereiro passado e acabou por suicidar-se na segunda-feira de manhã. Segundo apurou o CM, o responsável, de 42 anos, pôs termo à vida com uma facada no pescoço e foi encontrado morto no interior da sua habitação, pela sua filha.
A Oficina de São José, no Porto, tem sido alvo de duras críticas, desde a morte de Gisberta, uma transexual brasileira encontrada sem vida no interior de um poço, no centro cidade.
O Tribunal de Menores do Porto considerou, no início deste mês, os 13 adolescentes acusados culpados do envolvimento na morte de ‘Gis’. Destes, onze eram internos da Oficina de São José.
Apesar de se encontrar em depressão e de estar a ser acompanhado por psicólogos, os amigos e colegas de trabalho de Germano Costa dizem que nada fazia prever este final dramático.
“ Sentia-se muito mal e extremamente impotente. Tinha uma ligação muito forte com a instituição e a morte da Gisberta foi uma dor muito forte para ele, mas nada fazia prever este drama”
afirmou ao CM o padre Lino Maia, colaborador da Oficina de São José e presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS).
A esposa de Germano Costa culpa a Comunicação Social e as autoridades policiais pela pressão que o marido estava a sentir desde Fevereiro passado e que, segundo ela, acabou por lhe provocar a morte. Também a direcção da Oficina de São José aponta o dedo aos jornalistas, assistentes sociais, psicólogos e tribunais pela morte do responsável pela instituição portuense.
“Houve muita pressão por parte de todos. A culpa é da sociedade, das mentiras, dos jornalistas, dos tribunais, da Polícia e até dos próprios psicólogos da Oficina que complicaram ainda mais o caso. Foram todos uns abutres”
disse ao CM Cecília Reis, membro da direcção da Oficina de São José.
Contactada pelo CM, a Diocese do Porto não quis prestar declarações sobre o caso, mas admitiu vir a divulgar um comunicado nos próximos dias.
A Polícia Judiciária do Porto está a investigar o caso, mas não existem indícios de crime e tudo aponta para a tese de suicídio do director executivo da Oficina de São José. O funeral de Germano Costa realizou-se ontem, às 10h00. O corpo foi sepultado no Cemitério de Paranhos, no Porto.
TÉCNICAS DISPENSADAS
Uma assistente social e uma psicóloga da Oficina de São José que testemunharam no decorrer do julgamento do Caso Gisberta e denunciaram alegados maus tratos na instituição vão ser dispensadas no final do mês de Setembro, data do término do contrato. Segundo o padre Lino Maia, colaborador da Oficina de São José, o testemunho das técnicas nada tem a ver com o seu afastamento. “São colaboradoras e membros da direcção da instituição ‘Qualificar para Incluir’.
Este organismo tem feito várias exigências à Oficina, sobre os serviços prestados aos menores. São alertas interessantes, mas demasiado exigentes e interventivos”, explicou ao CM Lino Maia. A direcção da Oficina de São José não acatou as exigências e decidiu terminar a colaboração com a ‘Qualificar para Incluir’, e consequentemente, com as técnicas que ali prestavam serviços.
Cynthia Valente
«O Porto é como um grande bairro onde todos se conhecem»
23 Julho 2007 – RODRIGO MENEZES
Na fase final das gravações da novela Doce Fugitiva, da TVI, o actor esteve no Porto, onde falou com o Destak sobre a sua vida, a Cidade Invicta e os portuenses.
Qual é a primeira imagem que vê quando pensa no Porto?
A que me vem logo à cabeça quando penso no Porto é uma imagem lindíssima, na Rotunda da Boavista, a estátua de um leão a comer uma águia. Essa é a primeira imagem que me vem à cabeça cada vez que penso no Porto.
Qual é o local da Invicta que mais aprecia?
É, mesmo, a Rotunda da Boavista.
Que diferenças encontra entre Lisboa e o Porto?
Existem, mas Portugal é demasiado pequeno para se encontrarem grandes diferenças de cidade para cidade. No geral, somos um povo muito simples e engraçado. Mas é um facto que, aqui no Porto, as pessoas estão a passar uma fase que em Lisboa já aconteceu há algum tempo. Os jovens preocupam-se mais com o aspecto físico, com os bens materiais.
A rivalidade Porto/Lisboa faz sentido?
Eu acho que essa rivalidade existe nos clubes de futebol, mas, em termos gerais, é mais uma brincadeira, nada para levar a sério.
Passa grandes temporadas no Porto. O que o traz à Cidade Invicta?
Trabalho, pois muito raramente venho em lazer. Aí é mais para o Sul. Como venho muitas vezes a trabalho para o Norte, quando tenho tempo livre, procuro mais a Zona Sul, as praias do Algarve. Mas adoro o Porto, tenho muitos amigos aqui, já vivi no Porto. Já gravei uma novela que me fez viver seis meses no Porto e gosto muito da cidade.
Maior problema da cidade?
O trânsito é caótico. Ainda consegue ser pior do que em Lisboa.
Qual é a opinião que tem do portuense? É verdade que é mais caloroso ou é um mito?
O portuense, em geral, vive mais em festa. Nos dias de hoje, o lisboeta está um bocadinho mais preocupado com a crise do País e é mais cauteloso, receoso e comedido. O nortenho ainda está na fase de gozar a vida. O Porto é mais bairro do que Lisboa. Na capital, vive-se mais o individualismo. No Porto, é como se fosse um grande bairro onde todos se conhecem.
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